Educação de SP despenca no ranking e perde 256 mil alunos no Ensino Médio
A rede estadual de São Paulo perdeu 256,9 mil matrículas no Ensino Médio entre 2024 e 2025, uma redução de 17% em apenas um ano, enquanto o estado também caiu no ranking nacional do Ideb. Os números comprovam uma potencial crise na política educacional do governo Tarcísio de Freitas, marcada pela expansão do ensino integral, adoção de plataformas digitais, escolas cívico-militares e parcerias com a iniciativa privada.
A retração das matrículas foi 2,5 vezes superior à média registrada nas redes estaduais brasileiras, que tiveram queda de 6,6% no mesmo período. O recuo chegou a 8,3% no primeiro ano do Ensino Médio, 18,5% no segundo e 25% no terceiro, segundo dados apresentados a partir do Censo Escolar.
O desempenho dos estudantes também chamou a atenção após a divulgação do Ideb 2025. A rede estadual paulista obteve nota 4,3 no Ensino Médio regular e ficou na 10ª posição nacional, depois de ocupar o oitavo lugar em 2023, permanecendo ainda abaixo dos resultados registrados antes da pandemia.
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Professores e representantes da categoria relacionam parte da redução das matrículas à ampliação do Programa Ensino Integral, à diminuição de turmas noturnas e às dificuldades enfrentadas por estudantes que precisam trabalhar. A Secretaria da Educação, por outro lado, informa que a taxa de abandono caiu para 3,5% e sustenta que ações de busca ativa elevaram a frequência nas escolas.
Outro foco de críticas é a presença crescente de plataformas digitais na rotina escolar, apontada por docentes como fator de sobrecarga e perda de autonomia pedagógica. A gestão estadual defende que as ferramentas são complementares e afirma que todas as unidades possuem conexão de pelo menos 100 Mbps.
As divergências também envolvem as 100 escolas cívico-militares, as PPPs previstas para 33 novas unidades e as condições oferecidas à educação inclusiva. A Seduc-SP afirma que a gestão pedagógica continua sob responsabilidade dos profissionais da educação e prevê a entrada de mais 21 mil profissionais de apoio ainda em 2026.
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