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Em 1ª entrevista após fuga, Flávio volta a falar em “fraude” e é desmentido pelo New York Times

Na primeira entrevista à imprensa após a derrota nas eleições brasileiras e a fuga para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro voltou a falar em fraude, sem apresentar provas, e foi desmentido pelo New York Times, em reportagem publicada nesta quinta-feira (05). E apesar de ter agradecido a Javier Milei (Argentina) e Donald Trump logo após a fuga, o senador alegou que não teria recebido ajuda de nenhum governo na operação.

“Fui eu sozinho. Não tive ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, garantiu. “Como cheguei até aqui isso vou levar comigo para o túmulo”, disse.

Também apesar de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ter dito dois dias antes do segundo turno, que ele deveria deixar o Brasil em caso de derrota, Flávio insiste que ninguém da família sabia dos seus planos. “Pode ter havido algum incentivo, mas nada além disso”, argumentou.

Inquéritos

Na reportagem, o New York Times lembra que Flávio responde há dois inquéritos na Justiça brasileira relacionados à lavagem de dinheiro e corrupção. Dizendo-se inocente, ele afirma que saberia que seria condenado caso permanecesse no Brasil. “Já sei que o resultado final será minha prisão”, disse

O jornal também lembra que o próprio PL – partido de Flávio – e líderes de oposição reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora o senador insista em alegar que o resultado favorável ao petista seria “matematicamente impossível”.

“Tenho minhas suspeitas. Ninguém pode afirmar com 100% de certeza que estou certo, nem com 100% de certeza que estou errado”, afirmou.

O NYT desmonta as versões de Flávio na própria reportagem. “Lula venceu por ampla margem”, destaca o jornal.

Sobre as reclamações em relação à extensão do horário de votação, o NYT também aponta que “ambos os candidatos haviam solicitado a mudança porque chuvas torrenciais e atrasos nos ônibus haviam dificultado o acesso dos eleitores em algumas regiões”. E que “isso acabou afetando apenas 34 mil votos, o que, segundo as autoridades eleitorais brasileiras, foi um número muito pequeno para alterar o resultado; Lula venceu por 4,4 milhões de votos”.

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