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Estado brasileiro pede desculpas a indígenas por atrocidades da ditadura no Araguaia

O Estado brasileiro, por meio da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, pediu, nesta quinta-feira (02), desculpas oficiais ao povo indígena Avá-Canoeiro do Araguaia pelas atrocidades cometidas contra a etnia durante a ditadura militar (1964-1985). O grupo, que hoje conta com menos de 40 pessoas, foi declarado anistiado político coletivo.

O relatório da decisão apontou que, após sofrerem massacres de fazendeiros entre as décadas de 1940 e 1960, os indígenas foram alvo de uma ação de “pacificação” da Funai em 1971 que, em vez de protegê-los, utilizou técnicas de captura, vigilância e remoção compulsória. Eles foram forçados a viver na Ilha do Bananal em situação de subordinação com os Javaé, seus rivais históricos.

A decisão da comissão busca garantir a justiça reparativa e apoia a conclusão da retirada de não indígenas da Terra Indígena Taego Ãwa. Apesar do avanço histórico, representantes da comunidade ressaltaram que o povo ainda enfrenta dificuldades e barreiras burocráticas para acessar políticas públicas essenciais.

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