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“Mulheres mais estupráveis”: UFMT abre processo contra alunos após lista polêmica

(Foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

A Universidade Federal de Mato Grosso abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar estudantes do curso de Direito suspeitos de compartilhar mensagens com lista de “mulheres mais estupráveis” dentro de grupos de conversa ligados à universidade. O caso ganhou repercussão após capturas de tela das conversas circularem entre alunos e provocarem manifestações no campus de Cuiabá no início desta semana.

Nas mensagens, de teor violento e ofensivo, estudantes faziam comentários sobre colegas de diferentes cursos e discutiam a criação de uma espécie de classificação ofensiva envolvendo alunas da instituição. O conteúdo causou indignação entre universitários, que organizaram protestos e espalharam cartazes pela faculdade exigindo providências e punição aos envolvidos.

Em uma das conversas vazadas, um dos investigados mencionava a intenção de cometer abusos contra estudantes recém-chegadas à universidade, enquanto outros participantes incentivavam a continuidade das mensagens.

Após a repercussão, a UFMT informou que instaurou procedimento disciplinar para apurar o episódio conforme as normas internas e a legislação vigente. A investigação ficará sob responsabilidade da comissão responsável pelos processos disciplinares estudantis da universidade.

Em posicionamento oficial, a instituição afirmou repudiar qualquer prática ligada à violência, misoginia ou violação de direitos dentro do ambiente acadêmico.

O Centro Acadêmico VIII de Abril, representante dos estudantes de Direito, também se manifestou sobre o caso. A entidade classificou o conteúdo divulgado como incompatível com os princípios defendidos pela formação jurídica e reforçou a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

Além das apurações internas, estudantes relataram preocupação após denúncias de que um dos suspeitos estaria tentando descobrir quem compartilhou as mensagens. Até a última atualização do caso, a Polícia Civil de Mato Grosso ainda não havia informado se abriria investigação sobre o episódio.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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