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PF investiga negócios de Virginia Fonseca

(Foto: Instagram/Reprodução)

A influenciadora Virginia Fonseca voltou ao centro de atenções após o surgimento de novos elementos que ampliaram o escrutínio sobre suas atividades empresariais. As informações vieram à tona a partir de documentos analisados durante a CPI das Bets e agora integram uma apuração conduzida pela Polícia Federal, que busca esclarecer a origem de recursos movimentados por empresas ligadas à empresária e influenciadora digital.

O caso ganhou repercussão nacional após a CPI instalada no Senado para investigar o mercado de apostas online. Embora o relatório final da comissão tenha sido rejeitado pelos parlamentares, os dados financeiros reunidos durante os trabalhos continuaram despertando interesse de órgãos de controle e investigação.

Entre os pontos analisados, revelados em reportagem da revista Piauí, estão transferências milionárias recebidas pela Talismã Digital, empresa que tinha Virginia e o cantor Zé Felipe entre seus sócios.

Relatórios financeiros apontam que uma parcela significativa dos recursos recebidos partiu de uma empresa enquadrada no Simples Nacional, regime tributário destinado a negócios de menor porte. O volume das operações chamou a atenção de instituições financeiras e passou a integrar os questionamentos das autoridades.

Outro aspecto que passou a ser observado envolve a trajetória empresarial da Wepink, marca de cosméticos que se tornou um dos principais negócios associados à influenciadora.

Documentos e registros empresariais mostram que a origem da companhia remonta a empreendedores que, anteriormente, mantiveram sociedade com uma mulher conhecida nos meios policiais por ter sido casada com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Não há, entretanto, indicação pública de que Virginia tenha mantido qualquer relação direta com integrantes da organização criminosa.

A investigação busca justamente esclarecer se houve irregularidades financeiras, práticas de lavagem de dinheiro ou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica das empresas envolvidas. Até o momento, não há acusação formal nem condenação contra a influenciadora, que conta com mais de 56 milhões de seguidores nas redes sociais.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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