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PF pede abertura de inquérito para investigar vice de Flávio Bolsonaro por suspeita de estupro de vulnerável

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal, autorização para abrir um inquérito para investigar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) por suspeita de estupro de vulnerável e tentativa de suborno. Gaspar, anunciado na quarta-feira (05) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República, nega as acusações.

A investigação decorre de uma notícia de crime apresentada à PF pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Segundo os parlamentares, Gaspar teria tido uma relação com uma adolescente de 13 anos. A acusação sustenta que o ato resultou em uma gravidez e no nascimento de uma criança, o que configuraria o crime de estupro de vulnerável previsto no Código Penal brasileiro.

De acordo com a notícia-crime, a tentativa de suborno teria ocorrido para comprar o silêncio da suposta vítima e de sua família, evitando que o caso e a paternidade da criança viesse à tona publicamente ou chegassem às autoridades. Segundo a denúncia, teriam ocorrido repasses e ofertas financeiras que somariam cerca de R$ 470 mil.

A acusação aponta que as propostas e abordagens teriam sido feitas por intermédio de uma pessoa ligada ao deputado. Os parlamentares declararam ter encaminhado à PF registros digitais, como prints de conversas por mensagens e áudios, e documentos complementares que comprovariam a tentativa de negociação e a fraude processual.

Diante dos fatos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu permissão ao STF para diligências preliminares, as quais foram autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.

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