Skip to content Skip to footer

Gilmar Mendes detona grande mídia brasileira: “não aprendeu nada”

Comentário foi feito em reação ao relatório final da CPI do Crime Organizado
Gilmar Mendes: "imprensa brasileira não é livre. Ela é uma imprensa corporativa, que defende interesses corporativos". Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou duramente os grandes veículos de mídia brasileiros, que segundo ele, “não aprenderam nada” com episódios históricos recentes do País, como o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os erros da operação Lava Jato que culminaram na eleição de Jair Bolsonaro em 2018, a tentativa de golpe de estado de 2022 e o “8 de janeiro” de 2023. O desabafo foi feito em sessão da Corte na terça-feira (14).

“Vocês, da grande mídia, não aprenderam nada. Vocês flertam com o abismo o tempo todo e querem nos levar junto. A imprensa brasileira não é livre. Ela é uma imprensa corporativa, que defende interesses corporativos. E isso ficou muito claro no período do golpe contra a presidente Dilma”, disse.

“Ficou muito claro no período da Lava Jato”, afirmou o magistrado, dizendo que jornalistas da Rede Globo teriam atuado como “guost writers” (escritores contratados) do então juiz Sergio Moro.

Manipulação

“Ficou muito claro quando houve toda essa manipulação em torno do processo eleitoral de 2018. E agora, novamente, vocês querem criar uma narrativa de que o Supremo Tribunal Federal está contra a liberdade de expressão, contra a democracia. Não”, rebateu o ministro.

“O que o Supremo está fazendo é exatamente defender a democracia contra o abuso da liberdade de expressão. Liberdade de expressão não é carta branca para propagar fake news, para propagar discursos de ódio, para ameaçar instituições e para ameaçar a própria democracia”, apontou Mendes.

CPI do Crime organizado

O comentário foi feito em reação ao relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu o indiciamento de ministros do STF, entre eles o próprio Gilmar Mendes, além de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Gilmar classificou o relatório como uma “cortina de fumaça”; um “erro histórico”; e uma tentativa de “engrossar a espuma midiática contra o Supremo” com objetivo eleitoral.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

29 jul 2026

A voz e a luta de Camila Valadão contra a violência política de gênero

Alvo de constantes ataques do hoje deputado Gilvan da Federal (PL), parlamentar do Espírito Santo conseguiu vitória emblemática na Justiça contra algoz
31 jul 2026

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$1,3 bi

Anunciadas pela Casa Civil, medidas abrangem socorro à Região Sul e ações contra a seca no Norte e Nordeste
31 jul 2026

Plataforma de app é acusada de pressionar motoristas a correrem com entregas

Denúncia aponta envio de notificações automáticas aos seus entregadores parceiros, alertando-os sobre uma velocidade de deslocamento “abaixo do esperado”
31 jul 2026

Arte, Tecnologia e Cultura Popular: segunda etapa da 6ª Mostra MOVE chega em agosto

Evento traz produções contemporâneas da capital e do interior do estado voltadas aos públicos adulto e infantil
31 jul 2026

PF revela “códigos secretos” usados no rombo bilionário da Americanas

Expressões como “V0”, “kit de fechamento” e “botões” eram usadas para disfarçar manipulações contábeis e enganar funcionários, aponta a Polícia Federal
31 jul 2026

Desemprego no Brasil atinge mínima histórica

Dados do IBGE mostram queda do número de desempregados para 5,9 milhões, enquanto rendimento médio permanece estável em R$ 3.738