A produção industrial brasileira apresentou expansão de 0,7% em abril na comparação com março, dando continuidade ao movimento de recuperação observado desde o início do ano. O resultado, divulgado na quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marca o quarto mês consecutivo de avanço do setor.
Com o desempenho recente, a indústria acumula crescimento de 4,4% desde janeiro. O volume produzido também já supera em 4,7% o nível registrado antes da pandemia de Covid-19, embora ainda permaneça abaixo do recorde histórico alcançado em 2011.
O levantamento mostra que a alta foi sustentada principalmente pelos setores ligados à extração mineral e à cadeia de combustíveis. As atividades relacionadas à produção de petróleo, gás natural e minério de ferro tiveram papel relevante no resultado do mês. Também contribuíram positivamente os segmentos responsáveis pela fabricação de combustíveis e biocombustíveis, impulsionados pela maior produção de diesel e etanol.
Outros ramos industriais também registraram desempenho favorável em abril. Entre eles estão as indústrias de madeira, materiais plásticos e de borracha, produtos têxteis e equipamentos elétricos. No total, 14 dos 25 segmentos pesquisados pelo IBGE ampliaram sua produção no período.
Apesar do saldo positivo, parte da indústria seguiu enfrentando dificuldades. O setor químico foi o que apresentou a maior retração no mês. Também houve redução na atividade das indústrias farmacêutica, metalúrgica, de máquinas e equipamentos e da fabricação de veículos.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a produção industrial cresceu 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números indicam que o setor continua avançando gradualmente, embora o ritmo de recuperação ainda varie entre as diferentes áreas da economia brasileira.
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