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No dia em que o Brasil registrou 1.110 mortes por Covid, Flávio festejava com prostitutas

No dia em que o Brasil registrou 1.110 mortes por Covid, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma festa em uma lancha com três prostitutas no Lago Paranoá, em Brasília, segundo a piauí. O encontro ocorreu em 17 de julho de 2020 e foi organizado por empresários que buscavam vender vacinas contra a doença ao governo de Jair Bolsonaro.

Conforme a revista, a confraternização foi preparada para agradar ao parlamentar e terminou com a entrega de um relógio Rolex. Danilo Trento, então diretor institucional da Precisa Medicamentos, teria retirado o acessório do próprio pulso e colocado no braço de Flávio.

As mulheres chegaram à capital federal na noite anterior, em um jato da Prime You que partiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Também estavam no voo Trento, Francisco Maximiano, proprietário da Precisa, e Raphael Barão, agente de viagens encarregado de organizar a programação.

O grupo se hospedou em um hotel antes do passeio, iniciado na manhã seguinte. Flávio chegou à embarcação acompanhado de Alexandre Santini, seu sócio em uma franquia da Kopenhagen no Rio de Janeiro.

Segundo a reportagem, a lancha recebeu bebidas e petiscos e fez uma parada em um restaurante flutuante para novas compras. Barão pagou a conta de R$ 1.949, e a confraternização prosseguiu até aproximadamente as 15h.

A piauí reconstruiu o episódio com o relato de uma pessoa presente na embarcação, documentos enviados a comissões parlamentares e registros de voos. A revista também consultou pilotos e cruzou informações financeiras para verificar os deslocamentos e a organização do encontro.

Após o passeio, Santini voltou a São Paulo no avião utilizado pelos empresários e pelas mulheres. Procurado, Flávio não havia respondido até o fechamento da reportagem, enquanto Trento interrompeu o contato após conhecer a pauta e os advogados de Maximiano não apresentaram manifestação à revista sobre o episódio.

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