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Rejeição de Messias expõe jogo político de Alcolumbre por reeleição

A derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, consolidada na noite de quarta-feira (29) no plenário do Senado Federal, foi interpretada por parlamentares como parte de um jogo político do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para fortalecer sua candidatura à reeleição no comando do Legislativo.

O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis expôs um movimento articulado que vai além da disputa pontual pela vaga no Supremo. Nos bastidores, senadores relatam que Alcolumbre atuou para enfraquecer o nome defendido pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva como forma de ampliar sua influência política e consolidar apoios para o próximo ciclo de disputa interna.

A leitura entre aliados e adversários é de que o senador buscou se reposicionar diante de uma base mais conservadora, que deve ter peso decisivo na eleição para a presidência do Senado. O gesto também dialoga com uma aproximação calculada com a oposição, especialmente com setores ligados ao bolsonarismo, que já articulam um candidato próprio para o comando da Casa.

Ao contribuir para a rejeição de Messias, Alcolumbre sinaliza disposição para dialogar com esse grupo e reduzir resistências ao seu nome na disputa prevista para o início do próximo ano. A crise com o Planalto, no entanto, não surgiu apenas nesse episódio.

O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para o STF, em detrimento de Rodrigo Pacheco, aliado próximo de Alcolumbre. A decisão foi interpretada como perda de espaço político do Senado nas indicações para a Corte, o que ampliou o distanciamento entre os Poderes.

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