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Copa do Mundo começa cercada por crises internacionais

(Foto: FIFA/Divulgação)

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com uma dimensão jamais vista no futebol. Disputado simultaneamente em Estados Unidos, México e Canadá, o torneio reúne 48 seleções e contará com 104 partidas, tornando-se a maior edição da história da competição. A cerimônia de abertura acontece no Estádio Azteca, na Cidade do México, seguida pelo duelo entre México e África do Sul.

Apesar do clima de celebração promovido pela Fifa, o início do Mundial ocorre em meio a desafios que vão muito além das quatro linhas. Questões diplomáticas e conflitos internacionais marcaram os preparativos do torneio, especialmente pela participação de países que enfrentam tensões políticas diretas com uma das nações-sede. O cenário também expôs dificuldades envolvendo vistos, controles migratórios e deslocamento de delegações e profissionais credenciados.

Atletas, árbitros e integrantes de seleções relataram processos rigorosos de imigração nos Estados Unidos. Alguns enfrentaram longas horas de interrogatório nos aeroportos, enquanto outros tiveram dificuldades para obter autorização de entrada. A situação mais delicada envolve a seleção do Irã, que precisou alterar sua base de preparação e ainda convive com incertezas relacionadas à logística e ao acesso de torcedores aos estádios.

Outro tema que gerou críticas foi o alto custo para acompanhar os jogos. A política de preços adotada para os ingressos elevou significativamente os valores cobrados, tornando a experiência inacessível para grande parte dos fãs. Em alguns casos, bilhetes revendidos alcançaram cifras milionárias, refletindo a forte demanda por partidas decisivas.

Dentro de campo, as atenções se voltam para possíveis despedidas de duas das maiores estrelas da história do futebol: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Ao mesmo tempo, seleções como França, Espanha, Argentina e Portugal aparecem entre as favoritas ao título.

Já o Brasil chega cercado de expectativas após um ciclo turbulento. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe busca recuperar o protagonismo internacional e encerrar um jejum que já dura desde a conquista do pentacampeonato, em 2002.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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